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Internacional - 23/02/2017 - 14:35:58

 

Candidato independente de 39 anos, Emmanuel Macron, pode vencer eleição presidencial na França

Candidato independente de 39 anos, Emmanuel Macron, pode vencer eleição presidencial na França

 

Da Redação com agências

Foto(s): Divulgação

 

Considerado

Considerado "menino-prodígio", o candidato independente Emmanuel Macron, 39 anos, pode vir a ser o próximo presidente da França


O candidato independente à Presidência da França, Emmanuel Macron, 39 anos, venceria o segundo turno das eleições hoje se disputasse o pleito contra a candidata da extrema-direita Marine Le Pen, da Frente Nacional, segundo as últimas pesquisas.

Considerado “conservador” por uns, “teatral” por outros, e talvez a única opção para uma boa parte dos franceses que rechaçam a extrema-direita, o ex-ministro da Economia e “outsider” [alternativo] Macron é o elemento surpresa de uma eleição presidencial ainda totalmente indefinida.

Ex-banqueiro, ele estudou em uma das mais respeitadas academias francesas, a Escola Nacional de Administração (ENA), que forma futuros dirigentes políticos e homens de negócios. Descrito muitas vezes pelo presidente François Hollande como um “menino-prodígio”, o agora candidato à presidência Macron  se tornou ministro da Economia e Finanças do governo socialista de Hollande aos 36 anos. E no ano passado, ele deixou o governo para anunciar a sua candidatura pelo movimento independente “En Marche” [“Em Marcha”].

Emmanuel Macron é atualmente o provável vencedor do segundo turno da eleição presidencial francesa, em maio. Mas no primeiro turno a candidata da extrema-direita, Marine Le Pen, segue favorita, com 27,5% das intenções de voto, de acordo com as últimas pesquisas. O ex-ministro chega em segundo lugar, com 21%. No segundo turno, entretanto, Macron venceria Le Pen por 61% contra 39%. Se as sondagens se confirmarem, o Palácio do Eliseu pode estar mais perto de Macron do que ele mesmo imagina.

Aliança com o centro

Para a vitória do candidato independente, contudo, as alianças serão fundamentais. A mais recente vem do tradicional e único representante do partido de centro MoDem, François Bayrou. Candidato a três eleições presidenciais, sem conseguir chegar ao segundo turno, Bayrou decidiu dessa vez se aliar a Macron, frente a ameaça da extrema-direita e o crescimento do populismo no país.

Conhecido pela sua idoneidade, Bayrou encarna um dos pilares da campanha de Macron: “a moralização da vida pública” e a luta contra o tráfico de influência e os “conflitos de interesses”.Males que hoje prejudicam diretamente dois candidatos: François Fillon, do partido Os Republicanos, acusado de usar dinheiro público para financiar empregos-fantasma ocupados por sua mulher e filhos, e Marine Le Pen, acusada de empregar dois assessores parlamentares fantasmas no Parlamento Europeu.

Programa indefinido

Considerado por parte do eleitorado como uma alternativa ao cenário político existente hoje na França, Macron oscila entre a direita, a esquerda e o centro, se autodefinindo como progressista. A falta de um posicionamento mais claro da parte do candidato, aliás, é uma crítica constante.

Entre suas metas já anunciadas, destaca-se o aumento do número de professores nas escolas, o direito ao seguro-desemprego em caso de demissão por iniciativa do empregado, e uma mudança do código trabalhista, que inclui uma fórmula inovadora: um aumento do número de horas semanais de atividade (hoje limitadas a 35) para os jovens e uma diminuição para os mais velhos. Mas, há menos de dois meses do pleito, seu programa detalhado ainda não foi divulgado.

Nenhum muro aqui

"Não vou dizer que a esquerda ou a direita não têm sentido, que são a mesma coisa, mas essas divisões não são um obstáculo?", perguntou, procurando retratar-se como unificador.

"Eu quero reconciliar as duas Frances que estão se separando há muito tempo."

"Quero uma defesa mais europeia, parcerias entre a França e a Alemanha", acrescentou.

Ele também pareceu zombar da política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de construir um muro com o México, comparando-o com a linha de fortificações da França que não conseguiu deter Hitler em 1940.

"Eu não quero construir uma parede. Posso garantir que năo há parede no meu programa. Você consegue se lembrar da Linha Maginot?"

Odile Ducloux, uma professora aposentada de 63 anos, disse à agência de notícias AFP que estava participando de sua primeira reunião em Marche.

"Eu costumava votar socialista, mas meu marido tem dito há anos que temos que superar a divisão esquerda-direita e graças a Emmanuel Macron, estou convencido", disse ela.

* Com informações da Radio France Internationale

 



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