Nacional - 17/03/2017 - 18:30:15

 

Ações de frigoríficos despencam e fazem bolsa encerrar com forte queda

Ações de frigoríficos despencam e fazem bolsa encerrar com forte queda

 

Da Redação com Abr

Foto(s): Divulgação / Abr

 

Polícia Federal esteve no Ministério da Agricultura, em Brasília, durante a Operação Carne Fraca

Polícia Federal esteve no Ministério da Agricultura, em Brasília, durante a Operação Carne Fraca


A operação da Polícia Federal que desmontou um esquema de venda de carnes irregulares teve reflexos no mercado financeiro. Puxado pelas ações dos frigoríficos JBS e BRF, empresas acusadas de liderarem a fraude, o índice Ibovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou esta sexta-feira (17) com queda de 2,39%, aos 64.210 pontos. Essa foi a maior queda percentual desde 30 de janeiro, quando o índice caiu 2,62%.

Somente as ações da JBS (dona de marcas como Friboi e Seara) despencaram 10,59%. Os papéis da BRF (que opera marcas como Sadia e Perdigão) recuaram 7,25%. As ações da Petrobras, as mais negociadas, também contribuíram para o desempenho negativo. Os papéis ordinários (com direito a voto em assembleia de acionistas) caíram 3,69%. As ações preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) tiveram desvalorização de 4,01%.

Nesta sexta-feira, a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, desarticulou uma organização criminosa liderada por fiscais agropecuários que emitiam certificados sanitários sem fiscalização em troca de propina. Ao todo, cerca de 30 empresas fornecedoras de grandes frigoríficos estão sendo investigadas.

A turbulência no mercado de ações não afetou o câmbio. O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 3,101, com baixa de 0,47%. A moeda começou o dia operando em alta, mas reverteu a tendência ainda durante a manhã. A divisa acumula queda de 0,4% em março e de 4,6% em 2017.


(Informação incluída em 18/03/2017 às 19:29 horas)

Nota de Esclarecimento - Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

Sobre os fatos investigados na Operação Carne Fraca da Polícia Federal,a Secom/PR e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil esclarecem:

Brasília (18/03/2017) 

1.       O Serviço de Inspeção Federal é considerado um dos mais eficientes e rigorosos do mundo. Tem um quadro de 2.300 servidores e inspeciona 4.837 unidades produtoras habilitadas para exportação para 160 países. Foi com este Serviço que construímos uma reputação de excelência na agropecuária e conseguimos atender às exigências rigorosas de diferentes nações.

2.       Alguns fatos pontuais começaram a ser investigados após denúncia de um servidor da área de fiscalização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Ao todo, 33 fiscais federais estão sob investigação e três plantas foram interditadas, enquanto outras 21 estão sob fiscalização especial.

3.       O governo brasileiro, através dos seus serviços de fiscalização, da Polícia Federal e outros órgãos de controle, cumpre seu papel de garantir a qualidade e sanidade, tanto dos produtos alimentícios destinados ao mercado externo quanto ao mercado interno, sejam de origem animal ou vegetal.

4.       A investigação da Polícia Federal e a pronta reação das nossas autoridades do Ministério da Agricultura são a maior prova de que nosso sistema de proteção e fiscalização está alerta e funcionando plenamente, e servem como garantia ao consumidor da qualidade dos produtos de origem agropecuária de nosso país.

 



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